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Alguém já parou para pensar, refletir algum dia no que consistem as interações sociais? Na razão da existência das amizades, no motivo pelo qual estas são tão seletivas, na nossa convivência em grupo, resumidamente, no modo como as pessoas interagem.

Não há necessidade de embasamento teórico, somente com observações cotidianas consegue-se chegar a algumas conclusões sobre as relações interpessoais. Lembrando-se que tais observações, não podem ser aplicadas ao âmbito familiar. Pois neste, impera outros valores além do que a amizade pode chegar. Talvez amizades que se aproximem dos valores familiares são as que basicamente são consideradas como “verdadeiras”.

Como dito, através de observações, consegue-se perceber que as pessoas, amigos, conhecidos, colegas, sempre – algo que deve ser frisado – SEMPRE, colocarão o próximo em ordem de interesse pessoal. Pode ser um conhecido de 1 mês, 1 ano, vários anos ou até amigo de infância. Se este não convier no momento, infelizmente, será deixado de lado e substituído por algo recente, que é claro, tem algum benefício momentâneo.

Sem citar, atualmente, no que as interações sociais se tornaram. Superficialidade seria uma palavra breve para descrever o que se vê hoje nas redes sociais. É tanto amor, tanto ódio, tanta alegria, tanta tristeza. Todos se tornaram tão extremistas. Todos possuem uma opinião pronta, estão sempre certos de si. A incerteza, ah a incerteza.. essa não permeia suas mentes. Pois os likes estão lá para segurá-los, são eles que empurram seus egos. Cada like é um degrau que seu ego sobe, e quando atingem a marca de 80, 90, 100 likes.. estes chegam em um patamar onde os outros se encontrão, e é lá que eles vivem, em um mundo onde impera o egoísmo, a elevada autoestima, super confiança e o egocentrismo. E é assim que eles vivem, passam o dia inteiro em suas redes sociais, cuidando do externo, cuidando do que curtem, do que postam, do que o outro posta, do que fulano está fazendo, e se esquecem que aquilo foi criado para não passar de uma mera “distração”. Vivem em função disso. Acordam pensando nisso. Os que não se encaixam nesses padrões, vão, como já foi dito no início do texto, lá para o fim, mais do que o fim se houver como, da lista de interesses pessoais.

Acontece que, acabam esquecendo de cuidar do “interno”. Vê-se um agrupamento de desinteresses. Procure pensar, imaginar, caso amanhã houvesse o fim de todas as redes sociais. O que sobraria? Como seria? Estranho pensar.

Essa é a sociedade de hoje em dia. Ao menos é a sociedade da qual tenho contato no momento. Se tenho vontade de presenciar isso? Não.

Devo ficar à margem do que ocorre, aceitando de sorriso aberto e esperando chegar minha vez na lista de interesse pessoal alheia? Não.

Amizade é um termo relativo, que no momento, está difícil de se presenciar. Ver. Sentir.

Aos que tem opinião contrária, observem mais.

Caso esta persista, talvez minha opinião realmente seja errônia. Coisa que eu gostaria muito. Afinal, no meio de tantos iguais, tantos gostos\pensamentos idênticos, por que o meu seria o correto? 🙂

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O Vendedor de Sonhos

Livro de Augusto Cury, psiquiatra e psicanalista. Algumas frases serão interessantes serão destacadas.

   Os vendedores de sonhos são freqüentemente estranhos no ninho
social. São anormais. Pois o normal é chafurdar na lama do individualismo,
do egocentrismo, do personalismo.

   A experiência do prazer havia se tornado larga como um oceano, mas tão rasa quanto um espelho d’água. Muitos privilegiados financeira e intelectualmente viviam
vazios, entediados, ilhados em seu mundo. O sistema social assolava não
apenas os miseráveis, mas também os abastados.

Se pensar, entenderá que a culpa, os erros, as decepções e as desgraças são privilégios de uma vida consciente. A morte não tem esses privilégios!